Capa do I Encontro de EL

dias 12 e 13 de maio, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), na UNICAMP.

Nas últimas décadas pensar a Literatura tornou-se tarefa nada simples. Se algum dia o objeto literário foi definível com segurança, hoje se apresenta de modo bastante fluido. Como estudar, então, um objeto que não se reconhece com facilidade? Como distinguir o que é o literário do que não o é?

As soluções são infinitas. As leituras e interpretações pós-modernas nos levam a acreditar que qualquer abordagem, desde que com um resultado interessante, é válida. As abordagens, por assim dizer, são incontáveis. E, levado o raciocínio às últimas consequências, faz-se crer que existem tantas abordagens quanto críticos literários.

Por outro lado, rondam-nos afirmações, quase um senso comum, sobre o fim dos tempos das teorias para as quais a literatura era vista como objeto a ser estudado por si só (New Criticism ou Formalistas) . Do mesmo modo, seria de outro mundo a crítica marxista, para a qual a literatura representa mais uma ideologia a ser compreendida no escopo totalizante do capital.

Foi pensando nesse complexo panorama que nós, estudantes de literatura, críticos ou pesquisadores de literatura em formação, idealizamos um encontro onde se discutisse a relação entre o crítico e o objeto literário, no qual visões diferentes pudessem ser confrontadas.

Para que se decida por onde caminhar, é preciso antes conhecer o que se oferece como trilha.

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